Publicada em 28 de junho de 2018 - 11:25

Caiu:Justiça acata denúncia do MP e determina afastamento do presidente da FPF e Nosman assume

Amadeu Rodrigues e outros cinco dirigentes não podem mais exercer seus cargos nas entidades do futebol da Paraíba. Eles e outros […]

amadeuAmadeu Rodrigues e outros cinco dirigentes não podem mais exercer seus cargos nas entidades do futebol da Paraíba. Eles e outros 11 investigados terão que cumprir seis medidas cautelares

Amadeu Rodrigues vai ser novamente afastado da presidência da Federação Paraibana de Futebol (FPF). Nem bem reassumiu o cargo após 30 dias de intervenção da CBF da entidade estadual, o dirigente máximo do futebol local vai ser retirado novamente da função, agora por determinação judicial.

A 4ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa acatou a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e decidiu afastar Amadeu e outros cinco dirigentes de seus cargos na FPF, no Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB), na Comissão de Arbitragem de Futebol da Paraíba (Ceaf-PB) e no Sindicato dos Árbitros de Futebol da Paraíba.

Além disso, determinou a implantação de seis medidas cautelares contra 17 denunciados pelo MPPB, todos acusados de envolvimento em um suposto esquema de corrupção no futebol paraibano.
A decisão judicial, assinada pela juíza Shirley Abrantes Moreira Régis, foi oficializada nesta quarta-feira e determina o afastamento imediato de Amadeu Rodrigues da presidência da FPF e também de Lionaldo dos Santos Silva (presidente do TJDF-PB), Marinaldo Roberto de Barros (procurador geral do TJDF-PB), José Renato Albuquerque Soares (ex-presidente da Ceaf-PB, já destituído do cargo), Severino José de Lemos (ex-membro da Ceaf-PB, também já destituído) e Genildo Januário da Silva (vice-presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol da Paraíba).

Além disso, a determinação judicial imputa a esses seis dirigentes e a outros 11 denunciados seis medidas cautelares a serem seguidas imediatamente. São elas:

1) Proibição de ausentarem-se da comarca de onde residem sem autorização judicial;
2) Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades baseado no inciso I, do art. 319;
3) Proibição de acesso ou frequência a entidades desportivas paraibanas – Federação Paraibana de Futebol (FPF), Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB) e Comissão Estadual de Árbitros de Futebol da Paraíba (Ceaf-PB), bem como quaisquer eventos esportivos atrelados ao futebol paraibano, mantendo distância mínima de 400 metros;
4) Proibição de manter contato com as testemunhas e investigados e/ou denunciados no presente caso, salvo se forem parentes;
5) Entrega judicial do passaporte;
6) Recolhimento domiciliar no período noturno, a partir das 21h até as 5h.

 

 

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