Cajazeiras/PB terça-feira , 7 de dezembro de 2021

Brasil

Caminho das vacinas: entenda como doses vão do Butantan e da Fiocruz aos postos de saúde do Brasil

Com menos doses importadas do que pessoas que precisam tomar a vacina na primeira fase de imunização, o Ministério da Saúde iniciou […]

Com menos doses importadas do que pessoas que precisam tomar a vacina na primeira fase de imunização, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição das vacinas nesta segunda-feira (18). Das 8 milhões de doses garantidas pelo governo, 6 milhões já percorrem o Brasil e outras 2 milhões aguardam transporte da Índia.

Para começar a vacinar a população, as doses da CoronaVac saíram de São Paulo, onde estavam armazenadas, e precisam enfrentar até cinco etapas de viagens pelo país: até o centro de distribuição logístico de Guarulhos, depois para os centros estaduais, regionais e municipais para só então serem enviadas aos postos de vacinação.

O procedimento será o mesmo aplicado às doses da vacina de Oxford e da AstraZeneca quando elas chegarem ao Rio de Janeiro.

A logística para entregar as milhões de doses aos mais de 5,5 mil municípios do Brasil é semelhante à já utilizada em outras campanhas de vacinação, por meio da estrutura do Programa Nacional de Imunização (PNI), com o suporte de caminhões-baú refrigerados, para o transporte terrestre aos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e do auxílio de voos para as regiões Norte e Nordeste.

No Brasil, os institutos recebem as doses prontas vindas dos laboratórios internacionais e já se preparam para começar a produzir doses integralmente nacionais a partir do segundo semestre:

  • Em São Paulo, além das 6 milhões de doses já distribuídas, o Instituto Butantan armazena outras 4,8 milhões de doses a granel, que ainda precisam passar pelo processo de envase. A finalização dessas doses a granel e o controle de qualidade das que chegaram prontas da China são de responsabilidade do instituto. Segundo o Butantan, essas 10,8 milhões de doses são parte de um pacote de 46 milhões compradas pelo governo federal, que também virão da China. Desde novembro, o instituto constrói uma fábrica para passar a produzir integralmente novas doses daqui. De acordo com o instituto, a capacidade de produção é de 100 milhões de doses por ano a partir de agosto.
  • O mesmo acontece com a vacina da AstraZeneca e de Oxford. No Brasil, quem cuida do recebimento e do controle de qualidade é a Fiocruz, com sede no Rio de Janeiro. Segundo a fundação, as únicas doses que chegarão prontas são as 2 milhões iniciais. Depois disso, a fundação vai receber o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), ainda em janeiro, em quantidade suficiente para produzir 100,4 milhões de doses até julho. A partir de agosto, a Fiocruz planeja produzir integralmente outras 110 milhões de doses, sem precisar de material importado.