Publicada em 08 de agosto de 2018 - 18:43

Homem preso por cagar na rua, é solto por delegado que dar lição em prefeito e assessores. “Ocorrência de uma cagalança geral”…

Um despacho do delegado Aldo Lopes de Araújo da 2ª Delegacia da Polícia Civil de Plantão da Zona Norte de […]

DespachoUm despacho do delegado Aldo Lopes de Araújo da 2ª Delegacia da Polícia Civil de Plantão da Zona Norte de Natal Rio Grande do Norte, vem chamando atenção quando ele solta um homem conduzido até a sua delegacia por ter feito suas necessidades fisiológicas na rua.

Segundo o delegado, não vislubra justa causa com vistas a justificar a lavratura de procedimento criminal contra o conduzido, por falta absoluta de provas e inexistência de autoria e materialidade.

“O conduzido é morador de rua, e não achou lugar melhor para dar de corpo, obrar, grosso modo, esvaziar o intestino grosso, cagar, como se diz no idioma espontâneo do povo”.

O despacho segue: “Trata-se de um brasileiro em típico estado de necessidade. Ele não tem casa nem privada onde possa “arriar o barro”, como se diz lá em nós. E foi trazido a essa delegacia pelo simples motivo de ter cagado no intramuros da repartição pública mal cuidada e mal vigiada, quando a cagada maior é dos administradores, a partir do momento que não cuidam direito da segurança do prédio, um espaço destinado a prestar serviço público”.

Dr. Aldo Lopes ainda complementou: “Trata-se a presente ocorrência de uma cagalança geral: do prefeito ao secretário, passando pelo diretor do órgão, pelo vigilante de faz-de-conta, pelos membros da Guarda Municipal que conduziram um homem inocente até essa Delegacia, e porque da parte deste delegado, ora fazendo uso de linguagem pouco usual, porém, vigorosa, para redigir o presente despacho” finalizou.

 

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