Publicada em 16 de janeiro de 2019 - 18:10

Irmã acusa HRC de negligência por morte de mulher que deu a luz. Hospital emite nota

Tem tido muita repercussão a morte da senhora Patrícia da Silva Bezerra, 31 anos, ocorrida na segunda-feira (14), na Maternidade […]

elizabeteTem tido muita repercussão a morte da senhora Patrícia da Silva Bezerra, 31 anos, ocorrida na segunda-feira (14), na Maternidade Dr. Deodato Cartaxo complexo do Hospital Regional de Cajazeiras. A paciente deu a luz a uma criança no dia 09 quando foi cirurgiada. Após isso, ela permaneceu na maternidade, num alojamento, mesmo recebendo alta, isso porque o bebê precisou de tratamento respiratório na UCI.

Na segunda-feira (14), cinco dias após ser cirurgiada, Patrícia da Silva passou mal dentro daquela casa de saúde e veio a óbito. A irmã da paciente Elizabete Bazerra acusa o HRC de negligência. Segundo ela, o médico que atendeu sua irmã deveria ter permanecido lhe observando. Só que ao realizar o procedimento durante a primeira parada cardiorrespiratória ele teria saído pra atender outras pacientes. Para Elizabete, se o médico tivesse permanecido mais tempo com ela teria salvado sua vida.

“Isso foi falta de atendimento. Minha irmã ficou lá desprezada. Porque eu acho que quando uma pessoa está internada, o médico tem que está lá olhando como é que a paciente está”, disse Elizabete, que também reclama da falta de oxigênio na sala onde sua irmã passou mal.

“De repente ela passou mal, disse que estava com uma dor no coração e não estava vendo mais nada. Foi aí onde eu me desesperei e fiquei tentando reanimar ela. Saí gritando no corredor, chamei o médico, ele veio e levou ela. Lá na maternidade e no hospital tem uma sala de oxigênio, só que eles ficam pegando equipamentos de um canto para outro. Isso tem que estar tudo numa sala só para quando uma pessoa passar mal, dar tempo socorrer”.

Elizabete faz ainda outra queixa. Segundo ela, a assistente social de plantão no HRC teria dito que o hospital não é responsável pelo translado do corpo para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Diante disso, Elizabete procurou ajuda na Secretaria Municipal de Saúde, que providenciou o carro de uma mortuária para realizar o serviço.

A morte prematura de Patrícia causou grande comoção. Ela deixa quatro filhos órfãos.

 

A defesa do hospital:

Hospital Regional de Cajazeiras emite nota dando mais esclarecimentos sobre o caso

Diante da repercussão, gerando matérias em sites e blogs de notícias, dando conta de que uma jovem de 31 anos de idade teria vindo a óbito no Hospital Regional de Cajazeiras devido complicações no pós-parto, se faz necessário alguns esclarecimentos:

1 – A paciente Patrícia da Silva Bezerra, da cidade de Cajazeiras-PB, deu entrada no dia 09-01 2019 e passou por um cesariana.

2 – A paciente, já de alta, aguardava no alojamento do hospital apenas a alta médica do seu bebê que se encontra em observação na Unidade de Cuidados Intermediários quando, em dado momento, sentiu-se mal e solicitou socorro.

De imediato, a equipe médica de plantão realizou a intervenção, conduzindo a paciente até a UTI onde foram realizados os procedimentos e manobras de reanimação cardiopulmonar, porém sem êxito.

3 – A causa da morte da paciente será minuciosamente investigada.

4 – Vale salientar que a Paraíba vem ao longo dos anos sem medir esforços para reduzir os índices de morte materna.

A Direção do Hospital Regional de Cajazeiras se encontra à disposição para qualquer esclarecimento.

 

Com informações do Diário do Sertão