Publicada em 15 de janeiro de 2018 - 12:54

Operação que apura fraude em concursos cumpre mandados na PB

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta segunda-feira (15), a Operação Sem Barreiras, desdobramento da Operação Gabarito, que investiga, desde […]

policia-civil-foto-divulgação-1A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta segunda-feira (15), a Operação Sem Barreiras, desdobramento da Operação Gabarito, que investiga, desde o ano passado, fraudes em concursos públicos. Mandados judiciais expedidos no Piauí foram cumpridos em ações no próprio estado, além da Paraíba (em João Pessoa), Pernambuco (Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Petrolina) e Distrito Federal.

A operação foi comandada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) do Piauí e contou com apoio de polícias dos outros estados envolvidos na atividade. Na Paraíba, o responsável pela equipe foi o delegado Lucas Sá, da Delegacia de Defraudações e Falsificações da Capital.

De acordo com ele, investigações que apuraram fraudes no concurso público para agente penitenciário no Piauí chegaram a membros investigados na Operação Gabarito. Um deles é Flávio Borges, um dos líderes do esquema. O outro, Luiz Paulo Silva dos Santos, apontado como responsável por fotografar os cadernos de prova dentro das salas de aplicação e enviar as imagens em tempo real para a organização. Os investigados, que estavam presos desde maio por conta da Operação Gabarito, agora ficam também a disposição da Justiça do Piauí.

Além dos mandados contra Flávio Borges e Luiz Paulo, foram cumpridas ordens judiciais contra um policial civil do Distrito Federal. Identificado como Marcio David Carneiro Liberal, ele seria um dos professores contratados pela organização criminosa,  com atuação na resolução de provas nas ares de Direito Penal, Processual Penal, Constitucional e Administrativo.

Ainda conforme Lucas Sá, Marcio David atuou no concurso do Ministério Público do Rio Grande do Norte – principal investigado na 1ª fase da Operação Gabarito – e “não foi preso em flagrante pela DDF porque sua identidade só foi descoberta no decorrer das investigações”.

“Após a descoberta da identidade de Marcio David, a DDF representou duas vezes pela prisão preventiva, mas a justiça criminal de João Pessoa não concordou com os pedidos, de maneira que tal membro continuava em liberdade, trabalhando normalmente como agente de investigação na Polícia Civil do Distrito Federal e só foi preso nesta ocasião, em razão da decretação de sua prisão pela justiça do Piauí, com base nas informações encaminhadas pela DDF”, informou Lucas Sá.

 

 

 

* Com colaboração de Sayaka Shoji, da Rede Correio Sat.