Cajazeiras/PB segunda-feira , 17 de fevereiro de 2020

Operação XColdrX

Operação “XColdrX” prende duas pessoas de Cajazeiras e outros estados e apreende veículos e máquinas pesadas. Veja:

Uma Operação denominada “XColdrX” foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (06), pela Polícia Civil da Delegacia Especial de Repressão aos […]

Uma Operação denominada “XColdrX” foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (06), pela Polícia Civil da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), do Distrito Federal, onde foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em João Pessoa e Cajazeiras.

A ação investiga criminosos responsáveis por coordenar um esquema interestadual de subtração de valores depoisitados em contas bancárias, de pelo menos 37 pessoas do Distrito Federal e de outros estados. Durante a operação estão sendo cumpridos 50 mandados nos estados da Paraíba, Ceará, Bahia, São Paulo e Santa Catarina.

Segundo informações, em João Pessoa foram presos duas pessoas, sendo um cajazeirense. Em Cajazeiras, foi presa uma mulher e foram apreendidos vários bens, incluindo uma retroescavadeira e outros pertecences que teriam sido adquiridos com a lavagem de dinheiro. A operação que contou com o apoio do GTE de Cajazeiras.

Desde o dia 15 de outubro que a Policia Civil investiga um crime praticado contra uma correntista que teve subtraído de sua conta a quantia de R$ 4 mil. O valor subtraído com a quadrilha inicialmente foi de R$ 1,1 milhão podendo aumentar incluindo as vítimas de outros estados.

Após prender dois indivíduos diretamente ligados à receptação do valor, a equipe de investigação da DRCC acabou identificando os outros criminosos responsáveis por coordenar a quadrilha interestadual.

Os furtos de valores depositados em contas bancárias eram realizados por organização criminosa com a seguinte divisão de tarefas: líderes[pessoas com conhecimento em informática, responsáveis pelo recrutamento de “beneficiários”] e laranjas que emprestavam as próprias contas para receber os valores subtraídos, [pessoas responsáveis por auxiliar no processo de lavagem de dinheiro].

Ainda segundo a polícia para realizar os crimes, os investigados ligavam para as vítimas utilizando um recurso tecnológico que fazia aparecer no identificador de chamada o número do telefone oficial de um banco tradicional do Distrito Federal. Durante as ligações, os criminosos se passavam por funcionários do banco e questionavam as vítimas sobre transações bancárias suspeitas.

Em seguida, as vítimas eram orientadas a irem até um caixa eletrônico para gerar um “QR CODE”, que deveria ser enviado para os criminosos por meio do aplicativo Whatsapp. De posse desses dados – número da conta, senha e QR CODE–, os criminosos baixavam e instalavam um aplicativo do banco em seus telefones e passavam a realizar uma série de saques e transferências na conta da vítima.

Portal CZN