Cajazeiras/PB segunda-feira , 1 de junho de 2020

Calvário

Radialista Fabiano Gomes foi preso na 8ª fase da Operação Calvário na manhã desta terça-feira (10)

O radialista Fabiano Gomes foi preso na na 8ª Fase da Operação Calvário, deflagrada, na manhã desta terça-feira (10), em […]

O radialista Fabiano Gomes foi preso na na 8ª Fase da Operação Calvário, deflagrada, na manhã desta terça-feira (10), em João Pessoa pela Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público na Paraíba – GAECO/PB. A Operação teve o apoio também da Controladoria Geral da União – CGU, com a finalidade de investigar indícios de lavagem sociais da área de saúde, por meio de jogos de apostas autorizado pela Loteria do Estado da Paraíba.

Segundo a PF, Fabiano Gomes é suspeito de estar atrapalhando o trabalho de investigação e constranger potenciais investigados. O radialista, coforme foi apurado, teria solicitado dinheiro aos investigados para não divulgar informações sigilosas. A defesa dele disse que ainda não teve acesso à decisão.

Outros nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em João Pessoa e Bananeiras, na Paraíba. Um auditor também é investigado.
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ENTENDA O CASO

As investigações demonstram que parte dos recursos foram desviados com a participação de auditor do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, que teria recebido vantagem indevida para embaraçar ou obstar a fiscalização nas organizações sociais.

O aprofundamento do trabalho investigativo também apontou no sentido de embaraços à própria Operação Calvário, mediante a atuação de um profissional jornalista, o qual se valia de seus canais de imprensa para constranger investigados ou potenciais investigados a lhe pagarem vantagem indevida, sob pena de revelar conteúdo sigiloso, ofendendo, por via reflexa, a honra objetiva de autoridades responsáveis pela apuração, referidas indevidamente como fontes do acesso privilegiado.

A operação contou com a participação de 55 Policiais Federais, e cinco auditores da CGU, sendo realizado o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, e no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, nas cidades de João Pessoa/PB e Bananeiras/PB, bem como o cumprimento de um mandado prisão.

As ordens foram expedidas pelo Desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.