Cajazeiras/PB quinta-feira , 9 de dezembro de 2021

Aumento

Taxa da Iluminação Pública teve um aumento de mais de 25% este mês na cidade de Cajazeiras – Prefeitura precisa explicar melhor o exorbitante reajuste

Quem ainda não observou terá uma bela surpresa na hora de pagar a conta de energia com vencimento no mês […]

iluminaçãoQuem ainda não observou terá uma bela surpresa na hora de pagar a conta de energia com vencimento no mês de setembro na cidade de Cajazeiras. Além de ter que suportar o aumento autorizado pela Aneel, que foi em média de 21,81% (no final do mês de agosto), vai ter que agüentar o aumento no valor da Contribuição da Iluminação Pública, com relação à conta que venceu no mês passado, de mais de 25%.

O valor que era cobrado, de acordo dom vários consumidores, que pagavam, por exemplo, em contas residenciais que até agosto era de R$ – 6,46, na conta deste mês vieram reajustados para R$ – 8,09, uma diferença de R$ – 1,63, ou um percentual de 25,24 a maior, sem que a Prefeitura de Cajazeiras tenha dado, até agora, uma explicação plausível para o exorbitante aumento.

Mesmo sem ter se aprofundado na questão, o Secretário de Governo e Articulação Política do município, Moacir Meneses, disse acreditar que as reclamações estejam partindo de consumidores que tiveram a faixa de consumo alterada, mas que iria pedir explicações a Energisa.

Na verdade, quando a lei 1.463, que instituiu a cobrança da Contribuição para custeio do serviço da iluminação pública foi aprovada em 2012, na administração do prefeito Carlos Antonio, ficou estabelecido no parágrafo único do art. 4º, que os valores estabelecidos seriam reajustados anualmente, pelo IGPD-1, da Fundação Getúlio Vargas, inclusive citado de forma errada já que o índice existente é o IGP-DI.

Mesmo assim, se fosse para reajustar sem nenhuma discussão, o referido índice acumulado nos últimos 12 meses é apenas de 4, 6397.

Para que o leitor tenha uma idéia, em 2003, quando a lei foi alterada, o maior valor residencial pago, para quem tinha um consumo acima de 200 kWh foi estipulado em R$ 4.00.

Esse aumento absurdo chega justamente no momento em que existe uma reivindicação da população para que a cobrança seja extinta, sob o argumento de que o motivo que respaldou a sua criação, há mais de dez anos, não existe mais, que eram débitos antigos com a fornecedora de energia, que estavam sacrificando o erário público.

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